Seu sistema não é legado porque é velho. Ele é legado porque ninguém quer cuidar dele, e é isso que ninguém te explicou antes de você propor a reescrita.
Todo mundo já viu a cena: o backup derruba o site, o relatório de vendas mata o banco, o sistema cai na sexta e só descobrem na segunda. Aí alguém diz que a solução é migrar para microsserviço, ou trocar a linguagem, ou "ir para o Mongo, porqueque o Mongo não cai". Nenhuma dessas conversas resolve o problema porque nenhuma delas está falando do problema.
Você acompanha um caso real do começo ao fim: um marketplace de planos de saúde, um ano depois do rollout, com quatro parceiros no ar, três aplicações penduradas no mesmo cluster de banco e uma integração que levou 5 meses para entrar. A turma debate o que atacar primeiro. E então o instrutor mostra a ordem que ele usaria e por que a ordem dele é diferente da que você normalmente escolheria.
Não é uma aula de slide. É uma sala com Tech Leads, DBAs e engenheiros sênior trazendo o legado das empresas onde trabalham: o banco em Docker que ninguém sabia que existia, os quatro frameworks que viraram legado em dois anos, a pirâmide de testes que virou losango, o "sobrinho de TI" que o diretor adora.
Líderes técnicos, engenheiros sênior e arquitetos que sabem exatamente qual parte do sistema está apodrecendo, já tentaram explicar isso para o produto e foram ignorados.
"Contra número não existe argumento. Se você não consegue mostrar o risco do débito técnico, ele não vai ser priorizado."
Ao fim da aula vai ficar claro para você que o problema quase nunca é a linguagem de programação.
Esta aula faz parte de Liderança Técnica Estratégica • conheça o curso completo.