Neste episódio Edu Matos recebe Rogério Reis, executivo com uma carreira de destaque em cibersegurança, fundador de diversas empresas e consultor estratégico. Com experiência em fusões e aquisições (M&A), Rogério compartilha insights sobre como empresas podem se preparar para esses momentos decisivos, destacando os desafios e oportunidades envolvidos. Além de abordar práticas para aumentar o valor e a atratividade de uma empresa, ele também explora questões como governança, integração cultural e comunicação eficiente.
1 + 1 não pode ser igual a 2 em M&A; tem que ser igual a 5, 6, 7. A união das forças precisa potencializar os resultados da empresa.
As fusões e aquisições (M&A) são momentos estratégicos que podem transformar o futuro de uma empresa. Mas quando faz sentido dar esse passo? Seja do lado comprador ou vendedor, é essencial entender as motivações e estratégias por trás dessas decisões.
Do lado do comprador, adquirir outra empresa é uma forma de acelerar a entrada em novos mercados, complementar portfólios ou reduzir o tempo de desenvolvimento de uma nova solução. É uma escolha guiada pela análise “Build vs. Buy” (Construir vs. Comprar), que avalia o custo e o tempo para construir algo internamente em comparação com a compra de um ativo existente.
Já do lado do vendedor, buscar uma fusão ou venda é uma estratégia para expandir mercados, fortalecer a operação ou obter liquidez. Alianças também podem ser feitas para superar limitações de estrutura ou recursos, como no caso de empresas locais que desejam se globalizar rapidamente.
A due diligence é um processo essencial para avaliar a saúde financeira, jurídica e operacional de uma empresa antes de uma aquisição. Problemas com contratos mal redigidos, governança inadequada ou desorganização contábil podem gerar desconfiança e, até mesmo, inviabilizar uma transação.
Empresas que desejam ser atrativas para aquisições devem garantir conformidade jurídica, transparência financeira e processos claros. Investir em consultorias especializadas pode ajudar a ajustar a governança e preparar a organização para uma futura negociação.
Depois de concluída a aquisição ou fusão, surgem novos desafios, como integração cultural e organização estrutural. Combinar equipes, ajustar processos e alinhar expectativas pode ser um trabalho complexo. Empresas com culturas muito diferentes podem enfrentar dificuldades significativas, tornando a transparência e a comunicação fatores críticos para o sucesso.
Em processos de M&A, é comum que os funcionários enfrentem incertezas sobre seu futuro. Para lidar com isso, a comunicação honesta e transparente é fundamental. Mensagens claras sobre as oportunidades e ameaças do momento ajudam a engajar as equipes e minimizar rumores ou interpretações erradas. Algumas empresas também oferecem programas de demissão voluntária ou suporte à recolocação, mostrando respeito aos colaboradores afetados.
A sinergia é o coração de um M&A bem-sucedido. Além de combinar forças, as empresas precisam criar valor adicional, seja expandindo ofertas de produtos, alcançando novos clientes ou reduzindo custos redundantes. Para isso, um planejamento detalhado, chamado “Business Case”, é elaborado para alinhar estratégias e objetivos.
Empresas escaláveis e com receitas recorrentes são altamente atrativas no mercado. Além disso, é essencial ter um modelo de negócio claro, que resolva problemas reais de forma inovadora e competitiva. Um bom planejamento financeiro e estratégico deve ser feito desde o início, garantindo previsão de crescimento e viabilidade econômica.
As fusões e aquisições são processos desafiadores, mas também cheios de oportunidades. Com planejamento, comunicação eficiente e estratégias bem definidas, empresas podem crescer e se transformar, gerando valor para todas as partes envolvidas.
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