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Podcast
Tech Leadership Rocks
Episódio 194

Arquitetura sociotécnica com Eduardo da Silva

• 57 minutos

Por mais contraditório que pareça, Tecnologia não se limita a aspectos técnicos, o lado social também gera um impacto gigantesco nos resultados. Neste episódio exploramos este tema com o Eduardo da Silva, consultor independente na área de tecnologia. Mergulhamos nas conexões entre sistemas técnicos, times, e as interações humanas que moldam os resultados de negócios.

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Problemas muitas vezes não são de uma equipe específica, mas do sistema como um todo. Resolver apenas na ponta pode não endereçar a causa real.

— Eduardo da Silva

Resumo deste episódio

O que é Arquitetura Sociotécnica e porque é importante

A arquitetura sociotécnica vai além do escopo técnico de sistemas e ferramentas. Ela aborda o papel central das pessoas e de como suas interações impactam o desempenho geral das organizações. A ideia é criar um equilíbrio entre os elementos técnicos e humanos, promovendo sinergias que maximizem a eficiência e os resultados. Entender este conceito é crucial, especialmente em cenários complexos onde equipes multidisciplinares precisam colaborar para gerar valor.

A relação entre arquitetura sociotécnica e Team Topologies

Nos últimos anos, modelos como Team Topologies e práticas ágeis têm ajudado empresas a estruturar suas equipes de maneira mais eficiente. A arquitetura sociotécnica se conecta diretamente a essas abordagens ao enfatizar a necessidade de estruturar times em torno de fluxos de trabalho claros, reduzindo dependências e gargalos. A evolução da agilidade, desde o Manifesto Ágil até práticas como DevOps, reflete o esforço contínuo para harmonizar equipes e sistemas em busca de um impacto coletivo.

Colaborar não é suficiente para garantir o sucesso

Embora a colaboração seja essencial, ela não deve ser vista como a única solução. Dependências excessivas entre times podem criar gargalos e atrapalhar o fluxo de trabalho. Um exemplo citado no episódio é a reestruturação de times de front-end e back-end em equipes multifuncionais, que resultou em uma redução significativa no tempo de entrega, de três meses para um mês. Isso ilustra como ajustes simples na estrutura podem gerar grandes impactos na performance e na entrega de valor.

Como lidar com a fluidez das estruturas sociotécnicas

Estruturas sociotécnicas não são estáticas. Com o tempo, componentes e interações mudam, exigindo uma gestão contínua e adaptativa. Monitorar os sinais de disfunção, como equipes sobrecarregadas ou entregas atrasadas, é crucial para identificar problemas sistêmicos. Soluções pontuais, focadas apenas em uma equipe, muitas vezes ignoram questões mais amplas que afetam o sistema como um todo.

O papel do pensamento sistêmico

O pensamento sistêmico é uma lente essencial para compreender e gerenciar a arquitetura sociotécnica. Ele permite que líderes identifiquem padrões, alinhem equipes aos objetivos organizacionais e promovam ajustes iterativos. Elementos como DevOps, Team Topologies e outras práticas modernas são aplicações diretas desse mindset no dia a dia das organizações.

Como começar a implementar melhorias usando arquitetura sociotécnica

Para líderes que desejam transformar suas equipes, o primeiro passo é entender o ambiente atual e os padrões de interação. Um diagnóstico claro pode revelar ajustes simples, mas poderosos, para melhorar o fluxo de trabalho e a integração. A recomendação é começar pequeno, experimentando mudanças em áreas específicas, e escalando gradualmente as iniciativas de transformação.

Além de escutar este episódio você também pode acompanhar nossa gravação com o Manuel Pais, autor do livro Team Topologies, sobre como usar esse modelo além do básico.

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