Neste episódio, Edu Matos e Gui Santos discutem sobre o conceito de Inner Source e sua relevância na indústria de tecnologia. São abordados os benefícios do Inner Source, como colaboração aprimorada, entrega mais rápida e maior qualidade de código. O Gui Santos também traz insights sobre como estimular contribuições e criar uma cultura de Inner Source dentro de uma empresa.
Não existe essa visão de que o código pertence a uma equipe; o código é da empresa. As pessoas cuidam e mantêm o código, mas ele deve estar disponível para que outras contribuam quando necessário.
Inner Source é a adaptação de práticas de open source para o ambiente interno das empresas. Ele se baseia em conceitos como compartilhamento de código, documentação acessível, e contribuições interdisciplinares. O objetivo é eliminar barreiras entre equipes e incentivar uma cultura de colaboração.
Essa abordagem ajuda a resolver problemas recorrentes, como a dependência de uma equipe para executar mudanças simples em projetos de outra, o que pode atrasar entregas. Por exemplo, ao invés de esperar semanas para que um ajuste seja priorizado, uma equipe pode contribuir diretamente com o código da outra, alinhando necessidades e acelerando o processo.
A adoção de Inner Source exige uma estratégia bem definida e o envolvimento da liderança. Algumas práticas recomendadas incluem:
Falta de incentivo à contribuição:
Para engajar os desenvolvedores, é necessário que a liderança crie estímulos tangíveis, como alinhar a colaboração com avaliações de desempenho e recompensas. Além disso, comunicação constante sobre a importância da estratégia é essencial.
Risco de reinventar a roda:
Antes de desenvolver uma solução interna, avalie as ferramentas disponíveis no mercado. Inner Source deve ser uma estratégia para resolver problemas únicos da empresa, não para recriar soluções já consolidadas.
Manutenção de projetos compartilhados:
É crucial designar equipes ou líderes para manter projetos compartilhados. Sem essa estrutura, ferramentas úteis podem cair em desuso ou se tornar um fardo.
Consenso sobre decisões técnicas:
Use líderes de comunidade interna para mediar discussões e definir rumos para projetos. Publicar roadmaps e abrir espaço para feedback também ajuda a alinhar expectativas.
Se uma ferramenta interna tem impacto comprovado na produtividade ou resolve problemas críticos, pode ser hora de padronizá-la. Um exemplo citado no episódio foi o uso de templates para acelerar o desenvolvimento de APIs, reduzindo o tempo necessário para criar funcionalidades de semanas para dias.
A implementação de Inner Source deve evoluir conforme a empresa cresce. Em startups, a prioridade pode ser usar ferramentas do mercado, enquanto empresas maiores, com demandas específicas, podem investir em soluções internas. Sempre que possível, alinhe a criação de ferramentas à estratégia global da empresa para evitar custos desnecessários.
O Inner Source não é apenas uma metodologia técnica, mas uma estratégia organizacional que requer alinhamento entre lideranças e times. Com práticas bem estruturadas e um foco claro nos benefícios para o negócio, ele pode transformar a maneira como equipes colaboram e entregam valor.
Se você gostou deste episódio, então também vai curtir a palestra do Gui Santos na Staff+ Conference Brazil 2024 sobre Como Uma Pessoa Técnica Deve Liderar.