Neste episódio, Edu Matos e Gui Santos discutem a importância das métricas no contexto de engenharia e negócios. Eles abordam como as métricas de negócio devem ser o ponto de partida para as equipes de engenharia, a armadilha das métricas de vaidade, e a necessidade de diferenciar entre métricas que ajudam na tomada de decisão e aquelas que servem para investigação. Além disso, falam sobre a hierarquia nas métricas, a escolha de ferramentas adequadas e os desafios na medição de métricas complexas.
Tem métricas que servem para tomar decisão e métricas que servem para apontar que algo precisa ser investigado. Saber diferenciá-las é essencial.
Sem métricas, estamos apenas expressando opiniões. Medir o desempenho de uma equipe ou de um sistema é essencial para:
Quando não há uma mensuração adequada, é difícil demonstrar o valor do trabalho realizado e identificar pontos de melhoria.
Mesmo em empresas que ainda não possuem métricas estruturadas, o ponto de partida geralmente está nas metas do negócio. Identificar indicadores já acompanhados pela área comercial – como receita, NPS ou churn – permite:
Em um cenário onde, por exemplo, a meta seja aumentar a retenção dos usuários, é importante ir além das medidas técnicas tradicionais (como uso de CPU ou memória). Essas são algumas práticas:
Não é incomum encontrar equipes que se prendem a indicadores superficiais, como número de commits, pull-requests ou story points. Esses dados, muitas vezes, são chamados de “métricas de vaidade” e podem:
O ideal é definir indicadores-chave (KPI) que estejam alinhados aos objetivos estratégicos e sirvam de base para ações decisivas, diferenciando entre métricas que guiam decisões e aquelas que apenas sinalizam a necessidade de investigação.
Quando os números se tornam metas rígidas, há o risco de que a equipe passe a “jogar com os números” em vez de focar na criação de valor. Para minimizar essa pressão você pode:
Uma abordagem eficiente envolve a criação de uma “árvore de KPIs”, que conecta os objetivos estratégicos da empresa às métricas operacionais. Dessa forma:
A seleção da ferramenta adequada depende do suporte e da maturidade da empresa para lidar com dados. É importante considerar:
Dados são fundamentais, mas a experiência e a intuição também desempenham um papel importante na tomada de decisões. Para encontrar esse equilíbrio:
Para times em início de jornada, a recomendação é começar com um conjunto enxuto de indicadores que realmente impactem o desempenho e auxiliem no planejamento. Essas são algumas sugestões:
A experiência do desenvolvedor tem ganhado destaque, pois um ambiente de trabalho otimizado reflete diretamente na produtividade e qualidade dos produtos. Esses são alguns pontos que você deve ficar atento:
Implementar e monitorar métricas é uma jornada contínua que envolve não só tecnologia, mas também cultura e estratégia. Ao definir os indicadores certos, integrar as ferramentas adequadas e equilibrar dados com a experiência, é possível transformar números em ações que realmente impulsionam o sucesso do negócio.
Reflita sobre quais métricas são essenciais para a realidade do seu time e esteja sempre preparado para ajustar a rota – afinal, o objetivo é acompanhar o caminho e não se prender a números isolados.
Você pode aprender mais sobre Métricas para Tech Leaders no treinamento de Métricas da Escola Forja, onde abordamos métricas de negócio, pessoas e processos. Idealmente confira também o Workshop de Métricas de Tecnologia para fechar o ciclo.